Campanha da Fraternidade reacende propostas do Concílio Vaticano II

Este ano a Campanha da Fraternidade convida a refletir sobre a relação entre Igreja e sociedade, a partir do lema ‘Eu vim para servir’. Com o objetivo de aprofundar essa reflexão, o Centro Loyola organizou uma mesa redonda, no dia 28 de fevereiro, com a participação do padre Joel Amado, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, e do advogado Adriano Vaz, integrante da União dos Juristas Católicos e da CVX-Rio. O encontro ocorreu no subsolo da Catedral Metropolitana e reuniu cerca de 70 pessoas.

Na ocasião, os dois palestrantes recordaram a importância do Concílio Vaticano II para uma mudança na ação da Igreja, que passou a voltar-se mais para as questões sociais.

– A Campanha da Fraternidade mostra para nós uma Igreja que não se volta para si, para os católicos individualmente, mas que se volta para a sociedade. É uma experiência que se baseia muito na carta de Tiago: não há fé sem obras – ressaltou o padre Joel.

Em sua fala, o sacerdote traçou um histórico sobre as campanhas, principalmente a partir de 1972 quando passaram a abraçar temas sociais, e afirmou que a Igreja não pode se acostumar com as formas agudas de exclusão, agressão à vida e desrespeito ao ser humano que existem no mundo. Segundo Joel, a campanha nos convida a buscar o alto, mas ao mesmo tempo colaborar com todos os homens na construção de um mundo melhor : “A campanha é a forma brasileira de viver a Quaresma”, concluiu.

O olhar para o outro também conduziu a fala de Adriano Vaz, que destacou o serviço como o sentido último de uma vida verdadeiramente cristã: “Não há amor que não sirva. O servir é o natural de todo cristão”. Segundo Vaz, a sociedade atual vive um momento extremamente sedutor, em que o efêmero e o passageiro estão prevalecendo, e isso requer dos cristãos um permanente estado de discernimento. O advogado encerrou sua fala recordando o gesto de Jesus: “E eu, a quem devo lavar os pés?”, provocou.

A Campanha da Fraternidade é realizada todos os anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e envolve comunidades e fiéis de todo o país. Quem quiser estudar mais sobre a CF-2015, pode ler o texto-base da campanha, disponível aqui (http://campanhas.cnbb.org.br/wp-content/uploads/2015/02/textobase2015.pdf).

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