A História da Salvação nos Mistérios do Rosário

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Na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, o Papa João Paulo II aponta que o itinerário espiritual do rosário nos convida à incessante contemplação, em companhia de Maria, do rosto de Cristo. Sendo assim ele é, ao mesmo tempo, uma oração de contemplação e súplica.

Durante a oração do Rosário, antes de rezar o Pai-Nosso e cada dezena de Ave-Marias, a Igreja propõe a contemplação de uma passagem da vida de Cristo. Essas passagens são chamadas de mistérios. João Paulo propõe, ainda, que a enunciação de cada mistério seja acompanhada da proclamação de uma passagem bíblica correspondente, que considerando as circunstâncias pode ser mais ou menos longa. Ele também aponta a possibilidade de utilizar ícones que possam aproximar a imaginação e o espírito daquele momento concreto da vida de Cristo. (cf Rosarium Virginis Mariae 29 e 30).

Os mistérios são divididos em quatro tipos: os gozosos, que contemplam o início da vida de Cristo; os luminosos, que tratam das principais passagens de sua vida pública; os dolorosos, que nos lembram o sofrimento e Paixão de Jesus; e os gloriosos, que nos alegram com a ressurreição e presença de Cristo para sempre entre nós.

Mistérios Gozosos: “Meditar os mistérios gozosos significa entrar nas motivações últimas e no significado profundo da alegria cristã. Significa fixar o olhar sobre a realidade concreta do mistério da Encarnação” (cfRosarium Virginis Mariae, n.20). São eles:
1º- A anunciação do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora (LC. 1,26-38)
2º- A Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel (LC 1,39-56)
3º- O nascimento do Menino Jesus em Belém. (Lc. 2,1-20)
4º- Apresentação de Jesus no templo
5º- O Encontro de Jesus no Templo entre os doutores da Lei. (Lc.2,41-50)
Quando for rezado apenas o terço, os mistérios gozosos são contemplados às segundas-feiras e aos sábados.

Mistérios Luminosos: “Passando da infância e da vida de Nazaré à vida pública de Jesus, a contemplação leva-nos aos mistérios que se podem chamar, por especial título, “mistérios da luz”. Na verdade, todo o mistério de Cristo é luz. Ele é a « luz do mundo » (Jo8, 12). Mas esta dimensão emerge particularmente nos anos da vida pública, quando Ele anuncia o evangelho do Reino.” (cf Rosarium Virginis Mariae, n.21). São eles:
1º- O Batismo do Senhor Jesus no Rio Jordão (Mt. 3,13-17)
2º- O primeiro milagre nas Bodas de Cana, a pedido de Sua mãe, transforma água em vinho (Jo 2,1-12)
3º- O anúncio do Reino de Deus e o convite à conversão (Mc 1,15; Mac2, 3-13; Lc 7,47-48; Jo 20 22-23)
4º- A transfiguração do Senhor Jesus no monte Tabor. (Lc 9, 28-36)
5º- A instituição da Santíssima Eucaristia. ( Jô 13,1)
Quando for rezado apenas o terço, os mistérios luminosos são contemplados às quintas-feiras.

Mistérios Dolorosos: “A piedade cristã desde sempre, especialmente na Quaresma, através do exercício da Via Sacra, deteve-se em cada um dos momentos da Paixão, intuindo que aqui está o ápice da revelação do amor e a fonte da nossa salvação. O Rosário escolhe alguns momentos da Paixão, induzindo o orante a fixar neles o olhar do coração e a revivê-los.” (cf Rosarium Virginis Mariae, n.22). São eles:
1º- A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras (Lc 22,39-46)
2º- A Sangrenta flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 27,26)
3º- A coroação de espinhos. (Mt 27,27-31)
4º- A subida dolorosa ao Calvário. (Lc 23,26-32)
5º- A Crucificação e Morte de Jesus. (Lc 23,33-45)
Quando for rezado apenas o terço, os mistérios dolorosos são contemplados às terças-feiras e sextas-feiras.

Mistérios Gloriosos: “Contemplando o Ressuscitado, o cristão descobre novamente as razões da própria fé (cf. 1 Cor 15, 14), e revive não só a alegria daqueles a quem Cristo Se manifestou – os Apóstolos, a Madalena, os discípulos de Emaús –, mas também a alegria de Maria.” (cf Rosarium Virginis Mariae, n.23). São eles:
1º- A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Lc 24)
2º- A Ascensão admirável de Jesus Cristo ao Céu (Lc 24,51-52)
3º- A Vinda do espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos (At.2,1-13)
4º- A Assunção de Nossa Senhora ao Céu.
5º- A Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra (Ap 12,1)

“Tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível à nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos a vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita” Beato Bartolo Longo

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