Um olhar integral sobre o ser humano no curso Antropologia Teológica

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Em agosto, o Centro Loyola dará inicio ao curso Antropologia Teológica, ministrado pela professora e Pastora Anglicana Silvana Venancio. A Antropologia Teológica é um ramo da teologia sistemática que estuda quem é o ser humano à luz da Sagrada Escritura. Segundo Silvana, um ser humano não é humano sozinho e nem o centro do universo, ele é humano quando vive a humanidade em comunhão com a natureza, com os outros e com o mundo, por isso a Antropologia Teológica busca dialogar com outras áreas do conhecimento, como a filosofia e a psicologia.

Entre os assuntos que serão tratados ao longo do curso está o dualismo que separa corpo e alma. Silvana explica que, atualmente, vem surgindo grupos que cuidam excessivamente do corpo, esquecendo-se da espiritualidade, ou que nutrem muito o pensamento deixando de lado o corpo:

– Corpo e alma não devem prevalecer um sobre o outro. Não existe corpo sem alma e nem alma sem corpo. A Antropologia Teológica caminha na direção de ver o ser humano de maneira integral. Corpo e alma. Somente quando essas duas dimensões estiverem integradas o ser humano poderá ter uma vida mais saudável – avalia.

De acordo com a professora corpo e alma são igualmente importantes e a separação entre eles é a raiz de muitos males na Igreja e na sociedade, por isso, nos momentos em que uma dimensão prevalecer sobre a outra, deve-se corrigir o caminho:

– Nosso dualismo é tão acentuado, que achamos que fazer exercícios, frequentar uma academia não é algo digno de quem estuda ou quer viver com Deus. Negamos o corpo, porque não temos uma boa teologia da criação. Deus criou o corpo e isso é bom – ressalta.

O conceito de pessoa, o entendimento de pecado original e a realidade do mal, das dores humanas e do sofrimento também serão trabalhados nas aulas.

– O conceito de pessoa é um tema fantástico desenvolvido pelos cristãos. Cremos que o ser humano é pessoa, porque ele foi criado à imagem e semelhança de um Deus pessoal. Um Deus trino. Um Deus que não é um ser solitário, egoísta, todo poderoso em si mesmo, mas um Deus que subsiste em três pessoas divinas que juntas partilham o poder e se relacionam numa comunidade de amor – explica a professora.

Silvana lembra que não vivemos sozinhos no mundo e que precisamos do outro para sermos pessoas melhores: “Ser pessoa significa que por mais que não compreendamos o outro, suas escolhas, suas opiniões, somos responsáveis por ele”. Para ela isso nos faz vivenciar as quatro relações fundamentais: com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com o mundo da vida e da natureza.

Reportagem: Patricia Pougy

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